domingo, 29 de março de 2009
sábado, 28 de março de 2009
quarta-feira, 25 de março de 2009
terça-feira, 24 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
quinta-feira, 19 de março de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
na academia - Doutor Jivago
Boris Pasternak (1890 – 1960) – Doutor Jivago
Estudou filosofia, mas renunciou ao trabalho nessa área (como antes renunciara à música) para se dedicar à poesia. Publicou os primeiros versos em 1913, mas é na prosa que se destaca. A síntese da sua obra, segundo o próprio, é Doutor Jivago (1945/56). Proibido na URSS, por ser considerado “não-revolucionário”, o romance foi publicado em Itália em 1957 e traduzido para as principais línguas depois de o autor, precursor de toda a dissidência, ser Nobel no ano seguinte (prémio que declinou por não poder sair da URSS).
“Quem é Iura Jivago? Um homem dividido entre duas mulheres? Um poeta? Um burguês que não se adapta a uma revolução inevitável? O drama do Dr. Jivago reside, somente, na atracção por Lara Guicharova e na infinita ternura por Tonia, sua mulher? Ou terá um alcance mais vasto?”
Acho que, respostas, só lendo esta masterpiece da literatura do século XX…
Já agora, parece-me que um tipo chamado David Lean fez um filme baseado no livro, por aí em 1965.
Estudou filosofia, mas renunciou ao trabalho nessa área (como antes renunciara à música) para se dedicar à poesia. Publicou os primeiros versos em 1913, mas é na prosa que se destaca. A síntese da sua obra, segundo o próprio, é Doutor Jivago (1945/56). Proibido na URSS, por ser considerado “não-revolucionário”, o romance foi publicado em Itália em 1957 e traduzido para as principais línguas depois de o autor, precursor de toda a dissidência, ser Nobel no ano seguinte (prémio que declinou por não poder sair da URSS).
“Quem é Iura Jivago? Um homem dividido entre duas mulheres? Um poeta? Um burguês que não se adapta a uma revolução inevitável? O drama do Dr. Jivago reside, somente, na atracção por Lara Guicharova e na infinita ternura por Tonia, sua mulher? Ou terá um alcance mais vasto?”
Acho que, respostas, só lendo esta masterpiece da literatura do século XX…
Já agora, parece-me que um tipo chamado David Lean fez um filme baseado no livro, por aí em 1965.

segunda-feira, 9 de março de 2009
terça-feira, 3 de março de 2009
na academia - Bóris Vian - irei cuspir-vos nos túmulos
“Vian escreve muito acerca do amor e das mulheres. Creio que, para ele, só é possível encontrar mulheres bonitas ou mulheres inteligentes. Nunca a fusão desses dois pormenores :)”
Ameixa Seca
O Engenheiro Vian publicou esta obra sob o pseudónimo de Vernon Sullivan. É um dos livros mais fantásticos/perturbantes que já li…
Lou acaba assim:
“Ela contorcia-se como um verme. Nunca me passaria pela cabeça que lhe custasse tanto a morrer; fez um movimento tão violento que eu julguei que o meu antebraço ia desprender-se; dei-me conta de que se apossava de mim uma tamanha cólera que de boa vontade a esfolaria; então, ergui-me para acabar com ela a pontapé, e apoiei todo o meu peso em cima dela, colocando-lhe um sapato de través na garganta. Quando ela deixou de bulir, senti de novo a sensação que pouco antes me assediara.”
Depois desta descrição:
“E havia-se perfumado com uma droga complicada, decerto muito cara; provavelmente um perfume francês. Tinha cabelo castanho todo puxado para um só lado da cabeça e olhos amarelos de gato selvagem num rosto triangular bastante pálido; e cá um destes corpos… Prefiro não pensar nele. O vestido aguentava-se sozinho, não sei como, nem nos ombros nem à roda do pescoço, nada, excepto os seus seios”.
Ameixa Seca
O Engenheiro Vian publicou esta obra sob o pseudónimo de Vernon Sullivan. É um dos livros mais fantásticos/perturbantes que já li…
Lou acaba assim:
“Ela contorcia-se como um verme. Nunca me passaria pela cabeça que lhe custasse tanto a morrer; fez um movimento tão violento que eu julguei que o meu antebraço ia desprender-se; dei-me conta de que se apossava de mim uma tamanha cólera que de boa vontade a esfolaria; então, ergui-me para acabar com ela a pontapé, e apoiei todo o meu peso em cima dela, colocando-lhe um sapato de través na garganta. Quando ela deixou de bulir, senti de novo a sensação que pouco antes me assediara.”
Depois desta descrição:
“E havia-se perfumado com uma droga complicada, decerto muito cara; provavelmente um perfume francês. Tinha cabelo castanho todo puxado para um só lado da cabeça e olhos amarelos de gato selvagem num rosto triangular bastante pálido; e cá um destes corpos… Prefiro não pensar nele. O vestido aguentava-se sozinho, não sei como, nem nos ombros nem à roda do pescoço, nada, excepto os seus seios”.

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